Uso excessivo desses medicamentos para prevenir infecções e acelerar crescimento de animais como porcos e galinhas permite que bactérias desenvolvam resistência.
Fazendeiros e criadores precisam cortar drasticamente o uso de antibióticos em seus cultivos e criações de animais, porque essa atividade está se tornando uma ameaça à saúde humana, segundo um relatório publicado no periódico Review on Antimicrobial Resistance.
O uso abusivo destas substâncias tem feito com que algumas doenças sejam atualmente quase impossíveis de serem combatidas.
Mais da metade dos antibióticos no mundo são usados em animais, muitas vezes para fazer com que cresçam mais rápido.
A administração excessiva destes medicamentos na criação de animais ganharam novo destaque. Na China, pesquisadores advertiram que estamos à beira de uma "era pós-antibióticos".
Os cientistas descobriram uma bactéria resistente à colistina, antibiótico usado quando outros meios usualmente empregados para combatê-la haviam falhado. Aparentemente, ela surgiu em animais criados por agricultores e também foi detectada em pacientes em hospitais.
Excesso
Em alguns casos, antibióticos são usados para tratar infecções em animais doentes, mas a maioria é usada de forma profilática em animais saudáveis para prevenir infecções ou aumentar seu ganho de peso - uma prática controversa e mais comum em criações intensivas.
No Brasil, os casos são mais alarmantes, caso não sejam tomadas medidas de prevenção através dos òrgãos de Vigilância sanitária. na Amazônia, existem várias instituições que cobram do criador medidas mais saudáveis para criação de animais. O problema é que nem sempre existe material humano suficiente para fiscalização. Cabe aos donos de supermercados e restaurantes ter a responsabilidade em servir qualidade a seus clientes.
A expectativa é de que o consumo de antibióticos no mundo aumente 67% até 2030. Só nos Estados Unidos, são usadas anualmente 3,4 mil toneladas destas substâncias em pacientes e 8,9 mil toneladas em animais.
O economista Jim O'Neill, que liderou o estudo, disse que estes índices são "estarrecedores" e que 10 milhões de pessoas morrerão por causa de infecções resistentes a antibióticos em 2050 se esta tendência não for revertida.

Nenhum comentário:
Postar um comentário